sábado, 17 de março de 2012

Início de estudo

“...Se olharmos à nossa volta veremos diferentes fenômenos que não podem ser descritos ou previstos pelas leis matemáticas. A esses fenômenos imprevisíveis damos o nome de fenômenos caóticos. Um básico exemplo de um fenômeno caótico é o gotejar de uma torneira. A elaboração de uma equação que possa descrever essa ação é difícil, além disso, determinar a frequência com que as gotas de água caem também é complicado.
O estudo da desordem organizada (teoria do caos) foi proposto pelo meteorologista Edward Lorentz. Ele desenvolveu um modelo que simulava no computador a evolução das condições climáticas. Indicando os valores iniciais de ventos e temperaturas, o computador se encarregava de fazer uma simulação da previsão do tempo. Em suas simulações, Lorenz imaginava que pequenas modificações nas condições iniciais acarretariam alterações também pequenas na evolução do quadro como um todo. Mas o que ele obteve de resultado foi o contrário, as pequenas modificações nas condições iniciais provocaram efeitos desproporcionais.
Lorentz verificou que para períodos curtos (um ou dois dias), os efeitos produzidos eram insignificantes; porém quando o período era longo (cerca de um mês), os efeitos produziam padrões totalmente diferentes.
Lorentz chegou a essa conclusão após digitar um dos números dos cálculos com algumas casas decimais a menos. Esperando que se chegasse a um resultado com poucas mudanças, o que aconteceu foi o contrário: essa pequena alteração provocou uma grande alteração dos efeitos produzidos nas massas de ar, que até então eram seu objeto de estudo...”
Frantz Fanon, no livro Condenados da Terra, apresenta uma tipicidade, referente ao fenômeno descolonização.
Primeiro devemos perceber que sua etnia propiciou uma análise vista sob o olhar dos colonizados.
A psicopatologia social nos remete a uma análise mais profunda.
É própria do homem, a conquista. Está em seu gene. A descolonização apenas representa o início de novo ciclo. Cabe refletir no que a China faz atualmente, estando esta sob a áurea Comunista, controla o mercado como o mais feroz capitalista. Tudo tutelado pelas condições internas, de mão de obra excedente e barata, tornando-se impossível a competição.
O fenômeno dá-se pelo perfil endógeno e exógeno. Endógeno na disparidade entre classes e exógeno no que afeta a concorrência de outros países.
Na página 30, há uma referência sobre a legitimidade divina. A religião concede o uso da força, tudo envolto em uma mística inatingível ao “ser comum”, propiciando ao algoz, a desculpa de que se trata de uma Guerra Santa, ou um domínio necessário.
Pegando um gancho na teoria acima descrita, a Teoria do Caos, entendemos que pequenos (nem tanto) fatores influenciem determinados resultados, o resultado pode ser instável, mesmo que não seja linear. Então, de certa forma poderíamos afirmar que a sociedade é instável em seu arranjo, devido às pequenas modificações cotidianas, que de forma alienada, é aceita pelo homem.

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