domingo, 3 de julho de 2011

Trabalho de Antropologia Ecológica

Universidade Federal de Pelotas
Instituto de Ciências Humanas
Faculdade de Geografia
Licenciatura em Geografia




Solos – Gestão Sustentável






Trabalho de Antropologia Ecológica,
Pesquisa dos  alunos Marco Antonio ,
Anderson Weber,
Mauro da Costa
da Turma 01 – 1º Semestre, orientados pelo
Professor Doutor Adão José Vital da Costa.



Pelotas, 03 de julho de 2011.
Introdução

     Iniciamos este trabalho apresentando um breve resumo das diretrizes que compõem o novo cenário mundial, no que tange a metodologia aplicada na gestão sustentável dos solos, e sua interligação com os demais tópicos apresentados em aula.
     Iremos expor definições, de diversos pesquisadores. Nosso ponto base é a ECO-92.
      Evitaremos ( não significando que não o faremos...dialética, negação da negação), opinar, visto que a idéia básica é diluir conceitos, e não polemizar assuntos, os quais, são primordiais, para a existência humana.

SOLO – GESTÃO SUSTENTÁVEL
     É imperioso iniciarmos esta breve explanação sobre Gestão Sustentável do Solo, avaliando e definindo a questão Multifuncionalidade. De forma sucinta, perceberão a tênue diferença entre gestão e multifuncionalidade, tendo como base a o agronegócio, sendo este o responsável pelo alto índice de práticas nocivas e depredadoras do solo.

MULTIFUNCIONALIDADE E DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL

     A predominância da multifuncionalidade na agricultura se deve ao fato de abrigar a fronteira entre a sociedade e a natureza
Carlos Luiz de Miranda e  Alberto Renault Adib

     As noções de multifuncionalidade da agricultura, nova ruralidade e desenvolvimento sustentável surgiram, de maneira simultânea, nos anos 90, na Europa e América Latina, e coincidem naquilo que pretendem construir: marcos renovados para a definição de políticas públicas que levem  ao desenvolvimento rural de forma sustentável. Num contexto mundial marcado pela globalização, no entanto, os princípios que os fundamentam são específicos e estão marcados pela história econômica e social das regiões onde foram elaborados.      

     As discussões em torno da multifuncionalidade da agricultura têm origem no reconhecimento do papel da agricultura e de suas múltiplas relações com outros setores e atores sociais, ou seja, numa nova forma de pensar a função da agricultura além da produção de alimentos e de matéria-prima.  

     O ápice dessa discussão se deu durante os debates realizados na Conferência Eco-92, no Rio de Janeiro, em que se reconheceu o aspecto multifuncional da agricultura, particularmente com respeito à segurança alimentar e à sustentabilidade ambiental.    
     Com essa nova visão, começa cair por terra o modelo tradicional da agricultura produtivista, ligada ao crescimento econômico, mais voltado à produção e ao aumento da produtividade, visando ao fornecimento de alimentos e matérias-primas de baixo custo e ampliação de divisas.
     Na seqüência, em 1998, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) reconhece que, além de sua função primária de produção de alimentos e fibras, a atividade agrícola pode também moldar a paisagem, prover benefícios        ambientais, como conservação dos solos, gestão sustentável dos recursos naturais renováveis e preservação da biodiversidade,  e contribuir para a viabilidade socioeconômica em várias áreas  rurais.   

     A amplitude multifuncional da agricultura vem sendo discutida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, sigla em inglês), que classifica as funções nas seguintes categorias:

• Função ambiental: está vinculada à conservação dos recursos naturais e a forma como todos os sistemas agrícolas e de aproveitamento da terra repercutem diretamente nos componentes e funcionamento das ecologias particularmente importantes as contribuições da agricultura para a biodiversidade, desertificação,

• Função econômica: a agricultura continua sendo uma força importante para sustentar o funcionamento e crescimento das economias dos países, inclusive aqueles altamente industrializados. Gerar atividades iniciais quanto finais do ciclo produtivo, para si mesma e para outros a agricultura requer insumos, mão-de-obra, serviços e capital financeiro. 

OECD. Declaration of Agricultural Ministers Committee. 1998.
FAO. 22ª Conferência Regional de la FAO para Europa: carácter multifuncional de la agricultura y la tierra. Maastricht, Países Bajos: FAO, 1999.

• Função social: a manutenção           e dinamismo das comunidades rurais são fundamentais para sustentar e melhorar a qualidade de vida e para garantir a sobrevivência da população rural. O aproveitamento dos conhecimentos locais e o fortalecimento das relações sociais são fundamentais para o futuro das       comunidades rurais. A viabilidade social compreende a manutenção do patrimônio cultural: muitas sociedades  se identificam fortemente com suas origens históricas nas comunidades agrárias e nos estilos de vida rural.
     Alguns autores, como Abramovay e Ribeiro, identificam uma ambigüidade na expressão da multifuncionalidade da agricultura, na medida em que pode representar uma forma de encobrir interesses protecionistas dos países mais desenvolvidos. Esse protecionismo no setor agrícola na Europa compromete a promoção do caráter multifuncional da agricultura nos países em desenvolvimento, afetando os preços dos produtos agrícolas no mercado internacional e, por conseqüência, aumentando a pobreza e o êxodo rural e a exploração predatória de recursos naturais.       

     No tocante ao desenvolvimento sustentável, o conceito foi consagrado em 1987 na Comissão Brundtland sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, que o definiu como “aquele que satisfaz as necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações futuras em satisfazerem as suas próprias necessidades”.  
     A partir daí, evoluiu para ser entendido como um processo amplo e abrangente de mudança social e aumento das alternativas de escolhas e oportunidades da sociedade, de modo a compatibilizar, no tempo, o crescimento econômico, a eqüidade social e a preservação ambiental.
     Como visto, a multifuncionalidade da agricultura é coerente com princípios.

Alberto Renault Adib
“A agricultura é cada vez mais parte de um rural complexo, territorialmente determinado e multifuncional.”

ABRAMOVAY, R. Subsídios e multifuncionalidade na política agrícola européia. Economia Rural, vol. 40, nº 2:235-264, abr./jun.2002.
RIBEIRO, D.M.G. A Multifuncionalidade da Agricultura e o Aproveitamento dos Recursos Naturais.

Idéias
     Idéias que envolvem o desenvolvimento rural sustentável, em especial  porque a ruralidade não é mais vista como sinônimo de agrícola. Abrange novas dimensões da vida no meio rural, servindo de referência a ser utilizada na escolha e avaliação de alternativas de políticas públicas de forma a refletir sobre seus impactos nas diferentes funções e nas relações entre elas.
Para Campolina, o conceito de multifuncionalidade seria também complementar a essa abordagem da sustentabilidade do desenvolvimento,   na medida em que:     
1) amplia o alcance para incluir os serviços prestados pela agricultura para a sociedade      em geral;        
2) estabelece um marco para a valorização das compensações mútuas e sinergias entre as diferentes funções da agricultura e o correspondente uso da terra;
3) permite examinar as           relações dinâmicas entre as zonas urbanas e rurais em          diferentes escalas;      
4) incorpora toda a gama mundial de situações, desde as sociedades predominantemente rurais, onde a produção primária de alimentos e outras mercadorias é prioridade, até as nações altamente industrializadas, com uma pequena população rural e importância da produção primária igualmente modesta.  

CAMPOLINA, A.S. Multifuncionalidade da Agricultura Familiar. Proposta, n. 87, Dezembro/Fevereiro de 2000/2001.



     Sob a ótica político-institucional, a aplicação da abordagem multifuncional, como ferramenta auxiliar de formulação de políticas públicas para o desenvolvimento rural, amplia os laços entre os diferentes atores sociais e o poder público, possibilitando uma      nova trama na construção do capital social.  
     Até pouco tempo, as políticas públicas para o setor agrícola não tinham em conta os desafios relacionados com o fortalecimento ou aproveitamento dessas       outras  funções           da agricultura. A agricultura é cada vez         mais parte de um rural complexo e territorialmente determinado e multifuncional. Desta forma, sugere Shiki, as políticas públicas e os programas devem ser territorialmente e não setorialmente consistentes. Embora regionalmente a agricultura continue a ter o seu peso econômico e social, o conceito de setor agrícola perde eficácia num território multifuncional. Os componentes de uma estratégia para uma agricultura sustentável devem           estar contidos numa proposta mais ampla de desenvolvimento  rural sustentável, territorialmente determinado, institucionalmente organizado e socialmente participativo.         
     A aplicação do conceito de multifuncionalidade vem se tornando uma realidade e o território a base central e ideal para promoção de um desenvolvimento mais sustentável.     O território rural – não como simples espaço físico, mas como um conjunto de relações sociais que    dão origem e ao mesmo tempo expressam uma identidade e de propósitos compartilhados por múltiplos atores. É um espaço dinâmico e expressão de  relações de interdependência e complementaridade, afetando os processos de gestão de políticas públicas, novas institucionalidades e prioridades de investimento.
     Echeverri e Ribeiro expressam a visão territorial como um dos fatores mais importantes de eficiência e eficácia no desenvolvimento rural. Por um lado, porque responde mais acertadamente  à integralidade e sentido holístico do desenvolvimento, ao incorporar as visões locais, desde a perspectiva de seus atores. Por outro lado, a reconhecida heterogeneidade do setor rural e a multifuncionalidade da agricultura implicam diferenciação das ações, o que se traduz numa alta complexidade da política pública, absolutamente impossível de conceber           e gerir a partir de centros de poder e decisão,          principalmente            sob a ótica setorial.
     Os argumentos apresentados objetivam demonstrar o valor da perspectiva multifuncional da agricultura e sua relação com novas propostas de desenvolvimento rural sustentável de enfoque territorial. Com essa visão do rural como territórios multifuncionais, onde se inter-relacionam as diferentes dimensões e funções, busca-se abrir um conjunto de novas possibilidades e    a superação dos desequilíbrios          sociais,            econômicos e ecológicos, ampliando as  oportunidades de efetiva participação e de desenvolvimento humano no meio         rural.   

SUGESTÕES DE LEITURA

BUARQUE, S.C. Construindo o desenvolvimento local sustentável: metodologia de planejamento. Brasília: IICA, 2002.

MIRANDA, C.L e MATOS, A.
Desenvolvimento local sustentável no Brasil: a experiência do IICA. Brasília: IICA, 2002.

PERONDI, M.A. Agricultura como fronteira entre sociedade e natureza: novos atributos à multifuncionalidade.
Campinas: II Encontro Anual da ANPPAS, 2004.

SEPÚLVEDA, S. El concepto de desarrollo rural sostenible y la gestión del desarrollo desde una perspectiva territorial. Brasília: IICA/NEAD/MDA, 2002.

SHIKI, S. e NARCISO SHIKI, S. de F.
Territorialidade, natureza e diferenciação da agricultura familiar.
V Simpósio IESA/SBSP, Agroecossistemas, Agricultura Familiar e Agricultura Orgânica, 2002.

Carlos Luiz de Miranda e Alberto Renault Adib são, respectivamente, coordenador-executivo e assessor técnico do Fórum de Desenvolvimento Rural Sustentável do Instituto Interamericano de Cooperação Agrícola (IICA).

SHIKI, S. Como tornar a agricultura brasileira sustentável? Uma Possível Agricultura Sustentável no Brasil.

ECHEVERRI, R.P. e PILAR RIBEIRO, M. Nueva Ruralidad: visión del território na América Latina y Caribe. Costa Rica: IICA, 2002.


SÍNTESE

      Na ECO-92, realizada no Rio de Janeiro em 1992, os governos reconheceram o “aspecto multifuncional da agricultura, particularmente com respeito à segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável”.
Em março de 1998 a OECD, organização que reúne os países mais ricos, declarou “além de sua função primária de produção de fibras e alimentos, a atividade agrícola pode também moldar a paisagem, prover benefícios ambientais tais como conservação dos solos, gestão sustentável dos recursos naturais renováveis e preservação da biodiversidade e contribuir para a viabilidade sócioeconômica em várias áreas rurais "...Agricultura é multifuncional quando tem uma ou várias funções adicionadas ao seu papel primário de produção de fibras e alimentos” . Segundo Aldington, o conceito do caráter multifuncional da agricultura e da terra é derivado do conceito de agricultura e desenvolvimento rural sustentável (ADRS). Este último é resultado das reflexões da FAO, e de outras instituições nas décadas de 1970 e 1980, a respeito da evolução da agricultura e sua relação com a segurança alimentar, produtividade e sustentabilidade. 


     O conceito de agricultura e desenvolvimento rural sustentável, no contexto de instituições como a FAO, pode ser resumido como um desenvolvimento sustentável que conserva o solo, a água, os recursos genéticos vegetais e animais, não degrada o meio ambiente, e é tecnicamente apropriado, economicamente viável e socialmente aceitável. O conceito de multifuncionalidade viria a ampliar esta abordagem, através das seguintes maneiras:
·   ampliando o alcance para incluir os serviços prestados pela agricultura para a sociedade em geral;
·   estabelecendo um marco para a valorização das compensações mútuas e sinergias entre as diferentes funções da agricultura e o correspondente uso da terra;
·   examinando as relações dinâmicas entre as zonas urbanas e rurais em diferentes escalas;
·   incorporando toda a gama mundial de situações, desde as sociedades predominantes rurais, onde a produção primária de alimentos e outras mercadorias é prioridade, até as nações altamente industrializadas, com uma pequena população rural e importância da produção primária igualmente modesta. 

     Enfim, o conceito de multifuncionalidade, nesta abordagem, é um instrumento para se analisar a importância dos sistemas agrícolas e suas relações com outros setores da economia.
Em documento apresentado à OMC, a Noruega classificou os bens gerados pela agricultura em bens privados e públicos, como demonstra a tabela abaixo:
     Na discussão do conceito de multifuncionalidade identificam-se as seguintes funções chave da agricultura:
• contribuição à segurança alimentar;
• função ambiental;
• função Econômica;
• função Social.

     Evidentemente que os diferentes setores da agricultura desempenham cada uma destas funções de uma maneira distinta. Desta forma, a utilização deste conceito sem a devida diferenciação sobre qual agricultura estamos falando, pode levar a uma uniformização tal que pouco contribui para analisarmos criticamente o desenvolvimento da agricultura.

     A contribuição para a segurança alimentar exercida por uma comunidade de agricultores familiares, ou um assentamento de reforma agrária é consideravelmente distinta da contribuição de uma grande propriedade patronal especializada no monocultivo de soja para o mercado externo. Da mesma maneira, os impactos ambientais de um policultivo tradicional são muito diferentes dos impactos da monocultura mecanizada e altamente dependente de insumos químicos. Em relação às funções, social e econômica, as diferenças entre os diversos modelos de uso da terra são ainda mais óbvias.

     Com a crise mundial dos alimentos, a criação de uma base agroecológica se torna fundamental para diminuir a dependência de insumos agrícolas, e as unidades de agricultura familiar são as que melhor se adaptam a ela. A avaliação é do diretor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sílvio Porto, e foi feita em entrevista à Agência Brasil. Ele defendeu o fortalecimento da agricultura familiar.
"As unidades de agricultura familiar se adaptam melhor a uma perspectiva agroecológica exatamente porque elas utilizam a sua mão-de-obra, produzem em pequena escala, dialogam melhor com os aspectos do ambiente e, portanto, acho que essa seria uma boa estratégia no sentido da inclusão social, dos aspectos ambientais e, principalmente, de uma resposta a esse modelo em que está colocada hoje a crise dos alimentos", afirmou.
Sílvio Porto, que é diretor de Logística e Gestão Empresarial, disse que já existem várias experiências no Brasil e no exterior que demonstram a viabilidade de se produzir, em escala significativa, com menos dependência de insumos agrícolas. Para que esses exemplos sejam expandidos, ele considera fundamental o avanço da ciência, com mais investimentos em pesquisas, "principalmente para menor uso de fertilizantes, sobretudo com uma base agroecológica, que permita dialogar mais com os aspectos naturais." ( apesar do Vital ter determinado como ‘mito”).

     Segundo Porto, houve uma concentração muito grande na mão de poucas empresas, que hoje detêm o poder econômico, em relação aos fertilizantes e às sementes, e, conseqüentemente, à produção de alimentos. "Isso gera uma enorme vulnerabilidade em relação à perspectiva de conseguirmos, de fato, uma soberania alimentar nos países da América Latina, África e Ásia."

     Ao mesmo tempo, reduziu-se a agrobiodiversidade, ou seja, a produção mundial prioriza poucos produtos agrícolas. Nesse modelo, quando ocorre algum problema, como a quebra de safra em alguma região, as conseqüências alcançam dimensões globais.

     Além da produção, o diretor da Conab ressaltou na entrevista a concentração mundial que existe na distribuição e comercialização de alimentos, o que também acontece no país. "No caso do Brasil, hoje nós temos três empresas que representam mais de 40% do comércio de alimentos em nível dos consumidores."

FONTE
Agência Brasil

     O crescente aumento da exploração de áreas verdes, leva-nos à busca de soluções sustentáveis para a continuidade dessa atividade A demanda por sistemas agroflorestais origina-se da grande exploração que ocorre no estado de Roraima, ocasionada, principalmente, por pequenos produtores, em áreas florestais, sem que haja o adequado planejamento dessa atividade.
     Os sistemas agroflorestais (SAF), como técnica alternativa de uso da terra, tenta proporcionar um rendimento sustentável ao longo do tempo, introduzindo espécies anuais nos primeiros anos, seguidas de frutíferas semi-perenes e perenes e por fim as madeiráveis, os quais podem ainda, ser consorciadas com animais em uma mesma área
     Em 1990, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tomou a decisão de transformar a maioria dos seus centros localizados na Amazônia em centros de pesquisa em sistemas agroflorestais. A Embrapa Roraima, como forma de procurar solução para o problema e dar apoio à produção rural, segue esta tendência nacional para trabalhos com SAF. Desde 1995, mantém atividade no Campo Experimental Confiança, com a instalação e o acompanhamento de dois tipos de sistemas agroflorestais: o agrosilvicultural (ASC) e o agrosilvipastoril (ASP) com dois níveis de adubação, o de baixo e de alto insumo. Desse campo saíram vários trabalhos que nos permitem comparações com várias situações reais, como o acompanhamento de alterações químicas do solo, análise da macrofauna do solo, avaliação silvicultural de espécies madeiráveis, estudo fitopatológico e outros. Atualmente são feitos acompanhamentos e medições nos sistemas, privilegiando as linhas de atuação tais como: caracterização físico-química do solo e química da planta sob diferentes sistemas de manejo; análise de produção de biomassa e ciclagem de nutrientes; análise silvicultural de espécies madeiráveis e perenes; levantamento da população da macrofauna do solo; avaliação de leguminosa para cobertura do solo submetido a diferentes sistemas de manejo; caracterização de germoplasma e seleção de matrizes de cupuaçu em SAF; manejo de condução da pupunheira integrada a sistemas agroflorestais e avaliação econômica de atividades realizadas no sistema agrosilvicultural. A Embrapa Roraima também trabalha com a implantação e o acompanhamento de sistemas agroflorestais (SAF) em região de assentamento. Trabalho este iniciado em 1999 em propriedades rurais de agricultura familiar, localizadas na Vicinal 7 da Vila do Apiaú – Mucajaí (RR). Desde então, foram selecionados vinte produtores rurais da Associação de Preservação Ambiental do Apiaú (Apaa). Atualmente, trabalha-se com dez áreas de produtores associados à Apaa, contando, ainda, com a parceria da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seaab). A seleção foi realizada por meio do diagnóstico rápido rural, diagnóstico rápido participativo e sondagem, pelo qual se verificou a avaliação das condições edafo-climáticas, análises de solos, conhecimento da origem e grau de organização da comunidade, problemas e êxitos encontrados nas propriedades. A definição de objetivos comuns surgiu através de uma seqüência de reuniões com as famílias e seleção das espécies de diferentes funções dos modelos agroflorestais. A proposta foi bem recebida e tem continuidade com a adaptação e ajuste dos sistemas implantados e a instalação de novos sistemas em áreas dos mesmos produtores participantes. As ações visam proporcionar melhorias sócio-econômicas-ambientais para os produtores que trabalham com essa tecnologia, além contribuir para a adequação de atividades antrópicas no ecossistema amazônico. Liane Marise Moreira Ferreira - Pesquisadora EMBRAPA/CPAFRR

     Sistema Agroflorestal é alternativa sustentável para produção rural.  Disponível em dados recentes disponibilizados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) relatam o aumento considerável da área de cobertura florestal em países como Portugal, França, Alemanha, Reino Unido, Suécia e Finlândia. Estes países, considerados desenvolvidos, vêm recuperando suas florestas sem diminuir a produtividade de seus cultivos agrícolas, através da adoção de tecnologias que permitem obter maior produtividade em menor área.Nos países em desenvolvimento, tradicionalmente, as florestas são derrubadas e vistas como “obstáculo ao desenvolvimento”. Na Amazônia brasileira este conflito tem se manifestado de forma mais intensa.
     Todo ano perdemos cerca de 2,3 milhões de hectares em florestas.
     Apesar destas altas taxas de desmatamento, o Brasil ainda possui a segunda maior área florestal do mundo, perdendo apenas para a Rússia. Temos 544 milhões de hectares, que representam 14,5% das florestas mundiais, o que confere ao País as condições básicas para se tornar a maior potência florestal do planeta. A questão de como utilizar este patrimônio natural sem destruir,tem sido respondida pelo esforço de instituições de pesquisa, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que nos últimos 30 anos, se dedicou, também, a desenvolver sistemas de manejo florestal, adaptados as florestas naturais brasileiras. Os resultados, bastante animadores, vêm demonstrando que os benefícios econômicos do manejo florestal superam os custos, aumentam a produtividade no trabalho com a redução dos desperdícios, aumentam o crescimento e reduzem os danos nas árvores remanescentes, possibilitando que a floresta se recupere em um curto período de tempo. Apesar das florestas plantadas ocuparem apenas 0,7% do território brasileiro e o manejo florestal ocorrer em apenas 5% da área de florestas naturais, o setor florestal responde por 4% do PIB nacional, 8% das exportações, 3,6 milhões de empregos, recolhendo mais de R$ 3 bilhões em impostos a cada ano. No ranking do agronegócio brasileiro, o setor está em segundo lugar, abaixo apenas do complexo da soja. A atividade florestal apresenta uma série de características que a diferenciam de outros setores, tornando-a cada vez mais estratégica, como a produção de benefícios indiretos que envolvem a conservação do solo, proteção de mananciais de água, fauna e flora e redução do efeito estufa. A floresta manejada gera renda, conserva o meio ambiente, e tem grande peso no agronegócio brasileiro. No entanto, na exploração de nossas florestas naturais, ainda predominam o uso não sustentável e o desperdício, sendo necessário expandir as áreas manejadas e a base florestal plantada. Helio Tonini Pesquisador - EMBRAPA/CPAFRR

    Uma edição especial da conceituada revista Biological Conservation foi publicada na Internet e provou que a união entre sociedade civil, governo e centros acadêmicos pode render bons frutos para a natureza. Tudo graças ao artigo científico A Mata Atlântica Brasileira: Quanto sobrou e como está distribuída a floresta remanescente? Implicações para a conservação, escrito por profissionais da Universidade de São Paulo em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e com a não-governamental SOS Mata Atlântica.Nele, os autores fazem um raio-x completo e inédito sobre todos os remanescentes de um dos biomas mais ameaçados do planeta.
     A idéia de se estudar a divisão geográfica dos fragmentos florestais da Mata Atlântica e as possíveis estratégias para sua conservação surgiu há quase dois anos, durante uma reunião dos editores da revista, na Europa. Entre eles, estava Jean Paul Metzger, pesquisador do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e responsável pela sugestão. De acordo com Flávio Ponzoni, pesquisador do Inpe e um dos autores do artigo, o atlas é apenas um diagnóstico do bioma como um todo. Muito diferente do que se vê na Biological Conservation.
                              
Área originalmente coberta pela Mata Atlântica no Brasil.
SURPRESAS E DIFICULDADES

     Os resultados de 18 meses de pesquisa surpreendentes...trata-se da maior área já analisada com este nível de detalhamento em todo o mundo. O trabalho seguiu padrões rígidos de qualidade. Além de incluir nas análises todos os fragmentos com menos de cem hectares (excluídos pela SOS no Atlas), os pesquisadores foram a campo verificar massas de vegetação teoricamente subestimadas pelo banco de dados disponível.
O esforço teve recompensa: em vez de restar apenas 7% do ecossistema, como diz o senso comum, é possível que a Mata Atlântica cubra de 11,4 a 16% do seu território original. “A notícia ruim é que há muitos fragmentos pequenos. Eles representam um terço da Mata Atlântica e eram excluídos de outros estudos.
     Achava-se que eles não tinham valor para a conservação, mas sabemos que não é bem essa a estratégia!”, diz Metzger. Para ele, os conjuntos de mata inferiores a cem hectares podem não ser suficientes para manter populações de animais e plantas estritamente florestais, mas são fundamentais para a dispersão de indivíduos, o fluxo gênico e a redução do isolamento entre frações maiores.
Estratégias de Conservação
     Outras descobertas também apontam para um cenário difícil na proteção do bioma, rico em biodiversidade e em avanços de atividades insustentáveis. Quase a metade da vegetação em pé, por exemplo, sofre o “efeito de borda” por estar a menos de cem metros de ambientes alterados por ações humanas – sejam áreas agrícolas, urbanas ou pastagens. As conseqüências desta proximidade são perturbações como pragas, ventos mais intensos e série de outros problemas capazes de desestabilizar os ciclos naturais.
Algumas alternativas são agroflorestas, plantações de mudas exóticas, ou seja, algo que estimule sistemas que tenham misturas com componentes arbóreos."Basta tentar fazer com que o contraste seja menor”, avalia Metzger.
     Outro importante impasse é a distância média entre os derradeiros resquícios de árvores: quase um quilômetro e meio. A baixa conectividade, explica Ribeiro, pode causar extinções locais.
     O artigo científico, que também contou com a colaboração de Márcia Hirota (SOS Mata Atlântica) e Alexandre Camargo Martensen (USP), não faz apenas um diagnóstico, mas sugere caminhos para manter e restaurar o ecossistema. Um deles é criar unidades de conservação de proteção integral com os maiores fragmentos, como aqueles da Serra do Mar. No interior de estados como São Paulo, Minas gerais e Pernambuco, onde os resquícios são pequenos, é preciso interligar a mata com uma linha de mosaicos em parceria com propriedades privadas. Neste caso, as políticas públicas devem visar o suporte às reservas legais e a aquisição de novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Para tanto, uma das prioridades é definir onde estão as matas originais e em estágios sucessivos de crescimento.


PROCURANDO INTERLIGAR OS TÓPICOS APRESENTADOS EM AULA, COM O NOSSO TRABALHO

RESENHA SOBRE CADA TÓPICO



POPULAÇÃO: POLÍTICAS DEMOGRÁFICAS

          As políticas demográficas surgem na tentativa dos diferentes países regularem o crescimento da sua população e, dessa forma, minimizarem muitos dos problemas de origem demográfica que atualmente enfrentam.

Politicas antinatalistas

          A generalidade dos países em desenvolvimento tem promovido políticas antinatalistas, ao pôr em prática um conjunto de medidas que visam objetivamente reduzir os valores da natalidade e suster a explosão demográfica.
          Algumas dessas medidas são meramente informativas ou de incentivo; outras, pelo contrário, são mesmo repressivas ou punitivas.
          As medidas informativas ou de incentivo têm-se concretizado sobretudo através de:
-campanhas de informação sobre planejamento familiar;
-divulgação e distribuição gratuita de contraceptivos;
-apelos ao casamento mais tardio;
-benefícios aos casais que tenham apenas um ou dois filhos.
          As medidas repressivas ou punitivas têm passado pôr:
-criar dificuldades na aquisição de bens essenciais;
-pôr em prática campanhas de esterilização;

Políticas natalistas

          Os países desenvolvidos têm promovido políticas natalistas que contemplam as seguintes medidas:
-aumento do abono de família;
-alargamento da licença de maternidade e paternidade.

Falando da Terra Brazilis (o “z” está posto de propósito, substituindo o “s”, dando assim, um ar norte-americanizado.

Buenas.

          Utilizo-me da matéria dada pelo Professor Jovino, referente a John Rowls.
          Em sua crítica ao Utilitarismo, John propôs a Teoria da Justiça.

          Então, na questão de contemplar os menos favorecidos, em benefício de uma divisão mais justa dos recursos, nossos representantes, com uma visão politiqueira, implementaram  entre outras coisas, o bolsa família.
          É uma forma de incentivar a natalidade, mesmo que desmedida, visto que o valor dado é insuficiente para proporcionar qualidade de vida. Em um trabalho voluntário que realizo, percebi casais que tiveram filhos visando o “bolsa”. O Brasil tem aporte para um aumento significativo de sua população, mas o que ocorre é uma distribuição desigual. Há áreas saturadas, e outras com um baixíssimo número de habitantes por metro quadrado.
          Minha crítica se dá, ao fato de acreditar que com esta diretriz política, incentivamos a manutenção deste “inchaço” populacional, em determinadas áreas, repercutindo no efeito cascata (criminalidade, estrutura, etc...).

          Voltando ao foco do trabalho, a relação existente com a gestão do solo dá-se ao fato da necessidade de aumento de produtividade, sem esquecer a preservação deste solo. Na conclusão do trabalho, esta análise será mais rica.

AGROECOLOGIA
          Em anos mais recentes, a referência constante à Agroecologia, que se constitui em mais uma expressão sócio-política do processo de ecologização, tem sido bastante positiva, pois nos faz lembrar de estilos de agricultura menos agressivos ao meio ambiente, que promovem a inclusão social e proporcionam melhores condições econômicas aos agricultores. Nesse sentido, são comuns as interpretações que vinculam a Agroecologia com “uma vida mais saudável”; “uma produção agrícola dentro de uma lógica em que a natureza mostra o caminho”; “uma agricultura socialmente justa”; “o ato de trabalhar dentro do meio ambiente, preservando-o”; “o equilíbrio entre nutrientes, solo, planta, água e animais”; “o continuar tirando alimentos da terra sem esgotar os recursos naturais”; “um novo equilíbrio nas relações homem e natureza”; “uma agricultura sem destruição do meio ambiente”; “uma agricultura que não exclui ninguém”; entre outras. Assim, o uso do termo Agroecologia nos tem trazido a idéia e a expectativa de uma nova agricultura capaz de fazer bem ao homem e ao meio ambiente.
          Entretanto, se mostra cada vez mais evidente uma profunda confusão no uso do termo Agroecologia, gerando interpretações conceituais que, em muitos casos, prejudicam o entendimento  como ciência que estabelece as bases para a construção de estilos de agriculturas sustentáveis e de estratégias de desenvolvimento rural sustentável. Não raro, tem-se confundido a Agroecologia com um modelo de agricultura, com a adoção de determinadas práticas ou tecnologias agrícolas e até com a oferta de produtos “limpos” ou ecológicos, em oposição àqueles característicos dos pacotes tecnológicos da Revolução Verde.
         Exemplificando, é cada vez mais comum ouvirmos frases equivocadas do tipo: “existe mercado para a Agroecologia”; “a Agroecologia produz tanto quanto a agricultura convencional”; “a Agroecologia é menos rentável que a agricultura convencional”; “a Agroecologia é um novo modelo tecnológico”. Em algumas situações, chega-se a ouvir que, “agora, a Agroecologia é uma política pública” ou “vamos fazer uma feira de Agroecologia”. Apesar da provável boa intenção do seu emprego, todas essas frases estão equivocadas, se entendermos a Agroecologia como um enfoque científico. Na verdade, essas interpretações expressam um enorme reducionismo do significado mais amplo do termo Agroecologia, mascarando sua potencialidade para apoiar processos de desenvolvimento rural sustentável.
          Como foi referido em aula, existe um “mito” ( ou melhor) “mitos”, entranhados no conceito socioecológico.
          Se me pedissem para conceituar Gestão Sustentável do Solo, diria que é o ramo da Agroecologia, que visa estudar a utilização do solo, mantendo sua produtividade, sem o comprometimento do mesmo, dedicando-se a sua perpetuação e preocupação, do que será entregue as gerações futuras.
SEGURANÇA ALIMENTAR
           O termo Segurança Alimentar começou a ser utilizado após o fim da 1ª Guerra Mundial. Nesta guerra percebeu-se que uma nação poderia dominar outra, controlando o fornecimento de alimentos.
          Um aparte...
..necessitou-se de uma guerra, para perceber isso...??
          A alimentação é uma arma poderosa, principalmente contra um país sem capacidade de produção própia, tornando-se assim, um conceito de Segurança Nacional, exigindo a formação de estoques estratégicos de alimentos.
          Em suma, reforço a idéia de que um país dependia da capacidade de auto-suprimento de alimentos.
          Na I Conferência da FAO, em 1974, chegou-se na idéia “brilhante” de que os estoques mundiais de alimentos estavam escassos, com quebras de safra em países produtores. Em síntese, fortaleceu a idéia das Indústrias Químicas ( como foi dito em aula, foi a maneira de se relocar as sobras de guerra do Vietnã), em defesa da Revolução Verde.
          Emprego maciço de fertilizantes e agrotóxicos ( eis o atrelamento com a Gestão Sustentável do Solo).
         Nada mais à comentar.
        Seria ofensivo a inteligência dos colegas.

REVOLUÇÃO VERDE
           A expressão Revolução Verde foi criada em 1966, em uma conferência em Washington. Porém, o processo de modernização agrícola que desencadeou a Revolução Verde ocorreu no final da década de 1940. 

           Esse programa surgiu com o propósito de aumentar a produção agrícola através do desenvolvimento de pesquisas em sementes, fertilização do solo e utilização de máquinas no campo que aumentassem a produtividade. Isso se daria através do desenvolvimento de sementes adequadas para tipos específicos de solos e climas, adaptação do solo para o plantio e desenvolvimento de máquinas. 

          As sementes modificadas e desenvolvidas nos laboratórios possuem alta resistência a diferentes tipos de pragas e doenças, seu plantio, aliado à utilização de agrotóxicos, fertilizantes, implementos agrícolas e máquinas, aumenta significativamente a produção agrícola. 

          Esse programa foi financiado pelo grupo Rockefeller, sediado em Nova Iorque. Utilizando um discurso ideológico de aumentar a produção de alimentos para acabar com a fome no mundo, o grupo Rockefeller expandiu seu mercado consumidor, fortalecendo a corporação com vendas de verdadeiros pacotes de insumos agrícolas, principalmente para países em desenvolvimento como Índia, Brasil e México. 
          De fato, houve um aumento considerável na produção de alimentos. No entanto, o problema da fome no mundo não foi solucionado, pois a produção dos alimentos nos países em desenvolvimento é destinada, principalmente, a países ricos industrializados, como Estados Unidos, Japão e Países da União Europeia. 

          O processo de modernização no campo alterou a estrutura agrária. Pequenos produtores que não conseguiram se adaptar às novas técnicas de produção, não atingiram produtividade suficiente para se manter na atividade, consequentemente, muitos se endividaram devido a empréstimos bancários solicitados para a mecanização das atividades agrícolas, tendo como única forma de pagamento da dívida a venda da propriedade para outros produtores.

          A Revolução Verde proporcionou tecnologias que atingem maior eficiência na produção agrícola, entretanto, vários problemas sociais não foram solucionados, como é o caso da fome mundial, além da expulsão do pequeno produtor de sua propriedade.
          Vamos parar de hipocrisia, o “pequeno” quis tornar-se “grande” e acabou engolido.
          Abriria caminho para um novo tópico: A Gestão Sustentável do Bolso...rsrsrs
GESTÃO SUSTENTÁVEL DA ÁGUA
          Por essa ótica, ao pensar nesse assunto de extrema complexidade "Sem água não há sustentabilidade", é imaginar na importância e utilidade da água em seu contexto lato, se preocupando com a escassez que já atinge alguns países, a exemplo do Egito, Israel, Arábia Saudita, Holanda e Singapura. E, ao mesmo tempo, apresentar um estudo de conscientização e prevenção de nossos recursos hídricos e naturais. Apresentando novos paradigmas que sejam relevantes ao cenário de sustentabilidade, e assim, contribuir para o processo de políticas públicas governamentais de nossa região Amazônica local e regional.
          Além do mais, todo esse estudo é baseado no projeto de pesquisa, Água Potável e Distribuição: um bem socioeconômico e indispensável á sobrevivência humana no município de Cruzeiro do Sul- Acre.Uma abordagem que buscou identificar o perfil sócio-econômico e cultural dos usuários de água potável de Cruzeiro do Sul (AC) e, caracterizou a distribuição geográfica de água potável em Cruzeiro do Sul (AC). Um estudo que teve participação efetiva dos três integrantes acima em destaque, por ocasião do processo construtivo científico.
          A distribuição regular da água é de suma importância, sobretudo do ponto de vista da gestão de saúde pública, pois é na distribuição de água que se pode melhorar a qualidade de vida da população, prevenindo doenças e, ou combatendo-as. Contudo, sabe-se que isso ainda não está totalmente disponível àqueles que mais necessitam: os das classes mais desfavorecidas.
          Outro aspecto que deve ser observado é a definição do grau de prioridade na utilização da "água para comer", associada e subseqüente à "água para beber", que é a água no seu valor intrínseco para manutenção dos ecossistemas, ou seja, como "água para possibilidade de vida".
          A ética voltada à segurança alimentar e à necessidade mínima de calorias diárias exige ir além do tratamento setorial, disciplinar e reducionista e da visão estritamente econômica – formas que consideram a agricultura como uma mera finalidade de uso da água, de pouco valor relativo, e que afirmam que outros usos podem acrescentar maior valor resultante final – à água utilizada do que aquela utilizada na produção de alimentos ( isso foi dito em aula...o exemplo é o etanol americano).
          Só uma observação:
...quanto se gasta com mídia, querendo me convencer de que o problema está, no tempo que deixo a torneira aberta, escovando os dentes...??
ECOLOGIA URBANA
          Ecologia urbana é a urgência na relação do homem com o meio urbano, e toda esfera que o cerca em uma cidade. Para isso é preciso verificar os sistemas naturais ainda existentes nas áreas urbanas e com suas conseqüências na qualidade de vida dos seres vivos. Estamos nos autodestruindo.
          Hoje parece pouco provável que se tenha uma preocupação ou conscientização da velocidade impressionante dos acontecimentos. A urgência com a preservação do meio ambiente nas cidades, justamente o lugar onde mais se consome insumos e energias e mais se produz resíduos sendo, portanto, as maiores poluidoras de nossos recursos naturais. Mas pode ser possível, sim. A saída está na verdadeira vontade dos líderes empresariais, políticos e comunitários, e que a sociedade se envolva de forma planejada, despertando uma nova consciência coletiva para a necessidade e urgência da mudança em nossos hábitos e costumes.
          A referência não deve-se somente ao salvamento das árvores dos canteiros das ruas ou das praças, ou mesmo à melhora da qualidade do ar que se respira. Fala-se em buscar um equilíbrio pleno entre o progresso necessário para nossa sociedade moderna poder se desenvolver e a preservação do meio ambiente.
          O uso racional da água, do solo, energia elétrica e recursos naturais bem como o despejo de resíduos no meio ambiente deve fazer parte da pauta de discussão em reuniões.
          O meio rural mantêm a cidade. A escassez na produção, devido à degradação do solo. Só uma palavra representará o quadro futuro “CAOS”.

CIDADES SUSTENTÁVEIS
          Há algum tempo o tema das cidades sustentáveis e do desenvolvimento urbano sustentável tem sido comentado e falado por especialistas e organizações da sociedade civil. Cidades sustentáveis remetem a cidades construídas e projetadas pensando nos impactos ambientais, sociais e econômicos de seu desenvolvimento e crescimento. Primeiramente falava-se de ecocidades, apenas no aspecto ambiental, em diminuir a “pegada ecológica” das áreas urbanas, com o mínimo de poluição possível e uso eficiente dos recursos através da reciclagem, energias renováveis, etc. Estima-se que mais da metade da população mundial viva em cidades e áreas urbanas nos dias de hoje, o que ressalta a importância do conceito de cidades sustentáveis para o futuro, no combate às mudanças climáticas, à miséria, e a degradação da biodiversidade.

          Existem várias estratégias e modelos para cidades sustentáveis, principalmente na Europa, o conceito está sendo difundido através da mobilização da sociedade civil em parcerias com empresas e governos. Um exemplo é a Campanha das Cidades Européias Sustentáveis – The Sustainable Cities and Towns Campaign-, por exemplo, começou em 1994 na Conferência Européia sobre Cidades Sustentáveis em Aalborg na Dinamarca, onde foi formulada a Carta das Cidades Européias para a Sustentabilidade, conhecida como Aalborg Charter. Atualmente a campanha possui 2500 governos locais, em 40 países da Europa, signatários da Carta de Aalborg. Já no final da década de 1990, especificamente em 1996, um Grupo de Peritos sobre Ambiente Urbano juntamente com a Comissão Européia sobre Ambiente, Segurança Nuclear e Proteção Civil, apresentaram um Relatório sobre Cidades Européias Sustentáveis, em Bruxelas na Bélgica. O relatório apresentava como as idéias de sustentabilidade lançadas em 1992 na Cúpula da Terra poderiam ser aplicadas nos ambientes urbanos europeus, e como as cidades européias poderiam contribuir localmente e globalmente para o desenvolvimento sustentável. Também foram apresentados princípios como quadro para a ação local:
1. Princípio de Gestão Urbana: A gestão urbana para a sustentabilidade é um processo político e administrativo com vista à formulação de políticas urbanas sustentáveis.
2. Princípio de Integração Política: É preciso que as ações aconteçam por meio de sinergia( palavra comumente usada pelo Vital) dos governos nacionais, regionais, locais e entidades supranacionais.
3. Princípio de Reflexão Ecossistêmica: A cidade é um sistema complexo caracterizado pelos processos contínuos de transformação e desenvolvimento. O consumo de energia, dos recursos naturais, a produção de resíduos, regulamentação do tráfego e transportes, são elementos de reflexão ecossistêmica.
4. Princípio de cooperação e parcerias: A sustentabilidade é uma responsabilidade partilhada, por isso a cooperação e parcerias em diferentes níveis de organizações e interesses é essencial para o desenvolvimento urbano sustentável.

Na ONU o movimento por cidades sustentáveis iniciou com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, UN HABITAT em inglês, estabelecida em 1976 como resultado da Conferência das Nações Unidas sobre os Assentamentos Humanos (Habitat 1) em Vancouver, Canadá. A segunda conferencia (Habitat 2), realizada em Istambul na Turquia em 1996, foi responsável por trazer o conceito de cidades sustentáveis para o UN HABITAT, devido a influencia da Cúpula da Terra em 1992. Nessa conferencia foi apresentada a Agenda Habitat, assinadas pelos Estados membros, com o objetivo de promover a sustentabilidade nas cidades e assentamentos humanos.
No Brasil um dos principais modelos é o da Plataforma Cidades Sustentáveis, desenvolvida pela Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e a Rede Nossa São Paulo em 2010. A Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis foi fundada em 2008 por movimentos e organizações da sociedade civil brasileira com o intuito de difundir o desenvolvimento sustentável nas cidades. Já a Rede Nossa São Paulo, foi fundada em 2007 com o objetivo de propagar os princípios da democracia participativa e do desenvolvimento sustentável. Em 2010, a Plataforma foi lançada pelas duas entidades para proporcionar referencias de ação para a sustentabilidade através de exemplos públicos e privados no Brasil, bem como trazer o tema cidades sustentáveis para a arena política brasileira. A estrutura da publicação da plataforma foi inspirada pela Carta de Aalborg da Campanha das Cidades Européias Sustentáveis. A rede já conta com movimentos em cerca de 40 cidades brasileiras e tem dado passos significativos no controle social das políticas públicas no sentido de promover o desenvolvimento sustentável nas cidades. No Brasil, o conceito de cidades sustentáveis tem tido grande impacto visto à tendência cada vez maior de urbanização. Urbanistas, arquitetos e engenheiros civis têm trazido a sustentabilidade para sua atuação profissional, um exemplo disso é o desenvolvimento para viabilizar habitações e construções sustentáveis. O desafio da construção sustentável é pensar todo o processo de construção e manutenção dos prédios e habitações na cidade de forma sistêmica, englobando aspectos ambientais, econômicos e sociais. O que é possível constatar é que as cidades sustentáveis são uma tendência global já no presente e ainda mais para um futuro sustentável.
          Particularmente, discordo. Eu acredito que Cidade Sustentável é plausível, a curto e médio prazo, aos países já desenvolvidos. Somos o “terreno baldio” onde os ricos despejam seus entulhos.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL
          Nos últimos três séculos houve um grande crescimento do conhecimento humano, proporcionando um amplo desenvolvimento das ciências e da tecnologia. Ao mesmo tempo também ocorreram mudanças nos valores e modos de vida da sociedade, com o surgimento do processo industrial e o crescimento das cidades, aumentando a utilização dos recursos naturais e a produção de resíduos. Enfim, todos esses fatos geraram profundas mudanças na cultura, afetando principalmente a percepção do ambiente pelos seres humanos, que passaram a vê-lo como um objeto de uso para atender suas vontades, sem se preocupar em estabelecer limites e critérios apropriados.
          Não demorou muito para surgirem as conseqüências dessa cultura moderna: o surgimento de problemas ambientais que afetam a qualidade de vida. Em pouco tempo ficou claro que havia uma crise de relações entre sociedade e meio ambiente.
         A preocupação com essa situação fez com que surgisse a mobilização da sociedade, exigindo soluções e mudanças. Na década de 60, do séc. XX, a partir dos movimentos contraculturais, surgiu o movimento ecológico que trazia como uma de suas propostas a difusão da educação ambiental como ferramenta de mudanças nas relações do homem com o ambiente.
A Educação Ambiental (EA) surge como resposta à preocupação da sociedade com o futuro da vida.
          Sua proposta principal é a de superar a dicotomia entre natureza e sociedade, através da formação de uma atitude ecológica nas pessoas. Um dos seus fundamentos é a visão  socioambiental, que afirma que o meio ambiente é um espaço de relações, é um campo de interações culturais, sociais e naturais (a dimensão física e biológica dos processos vitais). Ressalte-se que, de acordo com essa visão, nem sempre as interações humanas com a natureza são daninhas, porque existe um co-pertencimento, uma co-evolução entre o homem e seu meio. Co-evolução é a idéia de que a evolução é fruto das interações entre a natureza e as diferentes espécies, e a humanidade também faz parte desse processo.
          O processo educativo proposto pela EA objetiva a formação de sujeitos capazes de compreender o mundo e agir nele de forma crítica - consciente. Sua meta é a formação de sujeitos ecológicos.
          Este sujeito ecológico deve estar preocupado com o macro, ou seja, com todos os aspectos que afetam o meio. Fica claro a questão de sustentabilidade ( incluso é óbvio, o solo).


SOCIOBIODIVERSIDADE x BIODIVERSIDADE
          Primeiro vamos conceituar uma e outra.
          Entende-se por sociobiodiversidade a relação entre bens e serviços gerados a partir de recursos naturais, voltados à formação de cadeias produtivas de interesse de povos e comunidades tradicionais e de agricultores familiares.
          O termo biodiversidade  ou diversidade biológica  descreve a riqueza e a variedade do mundo natural. As plantas, os animais e os microrganismos fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser humano.
          Fica claro nesta relação, o consumo do que “se tem”.
          A má utilização levará ao comprometimento e, por conseguinte ao “não suprimento”, de nossas necessidades. Entra no conceito da troca sistêmica e sinergia.


CONCLUSÃO

          Como de praxe, todo o trabalho necessita de conclusão, mas especificamente neste, o desenvolvimento explica-se por sí só.
Sem nos estendermos, apenas faremos referência sobre a interligação dos diversos tópicos apresentados.
          Aumento da população implica no aumento do consumo, exigindo consequentemente, mais energia para manter este organismo chamado “sociedade”. Para suprir este aumento de consumo,é necessário o aumento da produção ( tanto primária, quanto secundária e terciária). Há duas opções, uma referindo-se ao imediatismo e outra voltada a preocupação presente e futura( futuras gerações).
          Na opção imediatista, encaixamos a Revolução Verde, já na preocupada com a perpetuação de nosso meio, enquadramos a idéia de Sustentabilidade ( solo, água, energia e etc...) .
        
 Com relação a Educação Ambiental, ainda engatinhamos, visto que não foi teorizada...

...alguém vai dizer..

- Como não..??

E respondo...
....leia sobre a Belo Monte...
...leia Aziz...

          No meu modo de pensar, a prática não acompanhou a evolução da teoria.



BIBLIOGRAFIA


LOUETTE, AnneCompêndio para Sustentabilidade – Ferramentas de Gestão de Responsabilidade Socioambiental: Uma Contribuição para o Desenvolvimento Sustentável.

Todos os colegas da turma 1 de Geografia Lic. Plena, com suas apresentações brilhantes, que muito esclareceu este assunto.

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